terça-feira, 24 de novembro de 2009

Língua Padrão e Coloquial

      Os falantes são levados a aceitar como “correto” o modo de falar do segmento social que, em conseqüência de sua privilegiada situação econômica e cultural, tem maior prestigio dentro da sociedade. Assim, o modo de falar desse grupo social passa a servir de padrão, enquanto as demais variedades lingüísticas, faladas por grupos sociais menos prestigiados, passam a ser consideradas “erradas”.


      Uma das funções da escola é, através do ensino de língua portuguesa, oferecer a você condições de dominar a norma-padrão, a fim de que, nas circunstâncias sociais convenientes, seja falando, seja escrevendo, você possa utilizá-la adequadamente.

     Língua coloquial, por outro lado, é uma variante espontânea, utilizada, mas relações informais entre dois ou mais falantes. É a língua do cotidiano, sem muita preocupação com as normas. O Falante, ao utilizá-la, comete deslizes gramaticais com freqüência considerável. Outra característica da língua coloquial é o uso de constantes de expressões populares, frases feitas, gírias etc. Fazendo uma comparação entre a língua culta e a língua coloquial, é possível constatar que, em certos aspectos, as diferenças entre as duas são bastante evidentes, mas, em outros, os limites não são tão claros, ficando difícil, nesses casos, definir uma “fronteira” entre o que é culto e oi que é coloquial.

       Segue exemplos abaixo para esclarecermos melhor esta diferença entre o uso da língua coloquial e a língua padrão, respectivamente:
  • Pronuncia mais descuidada de certas palavras e expressões: nóis, oceis, tá bão, num vô, num quê .
  • Maior cuidado com a pronúncia: nóis, vocês, está bom, não vou, não quer.

  • Não utilização das marcas de concordância Ex: Os meninos vai/vão bem.
  • Uso regular da forma nós.

  • Uso constante de a gente no lugar de nós.
  • Raro uso dessas expressões.

  • Mistura de pessoas gramaticais. Ex: Você sabe que te enganam.
  • Uniformidade no uso das pessoas gramaticais.Ex: Você sabe que o enganam. Tu sabes que te enganam.

  • Uso “livre” da flexão dos verbos. Ex: Se ele fazer; enganam.
  • Utilização da flexão verbal conforme as normas gramaticais. Ex: Se ele fizer, se ele puser.

  • Uso de gírias.
  • Não utilização de gírias.





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